Selamat Malan- Reencanaya berapa Lama anada di Indonesia?

Um soturno oficial de imigração do Soekarno-Hatta International Airport de Jakarta, capital da Indonésia, lançou esta frase solene e ficou aguardando resposta. Arregalei os olhos oferecendo meu passaporte com um imenso sorriso. O bigodudo repetiu a pergunta. Fiquei naquelas e peguei meu livrinho de bolso do idioma-Bahasa Indonesiano. Na terceira vez explodiu a mesma frase com uma entonação estridente. A recepção não era aquilo que esperava. Aflição, tensão, descontrole. Como num passe de mágica localizei no libreto de frases o significado literal da pergunta “Boa noite, quanto tempo será sua estadia na Indonésia?”. Expliquei detalhadamente que iria ficar por duas semanas. Todos que estavam por perto sorriram. Uma desconfiança pairava o ar. Havia rodado pela Ásia e retornava para a Indonésia pela quinta vez para finalmente conhecer os mistérios e enigmas do interior da ilha mais densamente povoado do planeta. Durante séculos Java recebeu a visita de mercadores, arquitetos, artistas,cientistas, religiosos, peregrinos e viajantes de todos os cantos da Terra. Sua historia é recheada de Vulcões, Danças, Sultanatos, Gamelão, Transformistas, Hinduismo, Budismo, Islamismo, guerras, o “Homem de Java” e a mega-mandala de Borobudur. Seu povo é uma mescla de raças e etnias: Portugueses, Chineses, Holandeses e Hindus mesclaram suas culturas e fertilizaram o ambiente javaneses, formando um povo cativante.

Os sons e ruídos da tradicional orquestra javanesa penetravam, como néctar divino no meu espírito e corpo físico. Composta de xilofones, flautas, gongos, metafones e, sobretudo, a musica era hipnótica e sobrenatural. Conexão Cósmica. “Imerso no fluxo”.

Destilava este transe no café da manha no The Phoenix Hotel no músculo cardíaco da cidade de Yogyakarta. Após o concerto e dos movimentos dos bailarinos recebi um convite aguardado a séculos. Finalmente conhecer a enigmática e fascinante mandala de BOROBUDUR.

O sitio arqueológico de Borobudur esta localizado a 40 km da cidade de Yogyakarta na região central da ilha de Java. O cenário estonteante e a presença do vulcão Merapi expelindo sua fumacinha branca continuamente, arremessa nossos espíritos ao encontro cósmico.

A beleza e a complexidade da mandala piramidal nos deixam em estado de graça. Um néctar divino envolve o ambiente. Não há como passar indiferente diante deste monumento. Borobudur é extra-sensorial. O templo foi construído a uma altitude de 235 metros do nível do mar, entre 760 e 840 da era cristã. Segundo a lenda, o templo foi projetado como uma mandala gigantesca pelo arquiteto divino Gunadharma. Os sutras sagrados descrevem que o plano arquitetônico fora obra dos deuses. Os arqueólogos afirmam que o projeto do templo é assinado por diversas pessoas. Minha opinião é que estas pessoas estavam em conexão direta com seres celestiais e foram instruídas para a construção do colosso.   Borobudur é uma espécie de “maquina de meditação”, e a característica do projeto invoca os preceitos do budismo esotérico. Entre 1814 e 1817, foi redescoberto pelo inglês T.S.Raffles e pelo engenheiro militar holandês H.C Cornelius. Sua restauração passou por diversas fases e conseguiram recuperar a construção até a altura de 34.5 metros. Ocupa uma área total de 15.129 metros quadrados, distribuídos em dez pisos. Caminhando por suas plataformas e escadarias um universo divino explode pelas paredes. A história do budismo esta lavrada em pedra em 1460 painéis. Podemos desfrutar de 504 estátuas de Budas restauradas milimetricamente. Finalmente em 1983 foi aberto para visitação publica. O governo indonesiano (muçulmano) tolera cerimônias e oferendas nas datas do calendário budista. É impossível descrever as sensações na visita à misteriosa pirâmide. A experiência continua a pulsar continuamente em meu aparelho como uma verdadeira revelação celestial .

@verissimoarthur para Seal Brasil

 

Categorias: Viagens Espirituais

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